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Desde muito cedo, fui condicionada a viver com as minhas lentes orientadas para o exterior, o que me levou a viver muitos anos da minha vida fora de mim, sem consciência de quem era verdadeiramente, e de quais eram as minhas necessidades. E como eu, acredito que também tu tenhas vivido o mesmo.

O mundo em que os nossos pais nasceram e cresceram, e por isso o mundo que aprendemos desde muito cedo a identificar como nosso, era movido pelo desejo de alcançar algo para ser. Precisávamos de nos esforçar para “ser alguém”, e imersos nesta cultura do esforço, facilmente caíamos na armadilha de nem sequer nos permitirmos questionar para perceber quem éramos no meio do que aprendemos que tínhamos de ser.

Em vez aprender o que significa a conexão com o nosso mundo interior, e a olharmos mais atentamente para aquilo que realmente nos motiva, a procura por conforto e felicidade foi sempre direcionada para fora de nós.

Mas hoje os tempos já são outros. Na última década, principalmente nos últimos anos, cada vez mais pessoas começaram a ser tocadas por um movimento de despertar. A olhar para todos os anos de condicionamento e a parar para questionar, talvez pela primeira vez nas suas vidas: O que me move por dentro? O que me faz querer sair da cama todos os dias de manhã?

Estamos a atravessar uma oportunidade de renascimento coletivo, e o trabalho de parto pode ser bastante difícil e doloroso, mas se acreditarmos e confiarmos, pode levar-nos a todos a uma nova era, melhor. Desperta, enraizada e mais consciente. Por nós e por todas as nossas relações.

 

orinam