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Hoje falo-te sobre conexão, uma das nossas primeiras necessidades, um aspeto essencial e central na nossa vida. Naturalmente somos seres sociais, seres de tribo, crescemos e evoluímos através das relações com outros seres humanos. A forma como nos expressamos no mundo, seja consciente ou inconsciente, é movida essencialmente pelo desejo de conexão, de amor e de pertença.

Vivemos tempos de mudança: uma pandemia mundial que parou o mundo obrigando-nos a uma quarentena.

Em isolamento, muitas pessoas tiveram de lidar com o tema da solidão, talvez pela primeira vez na sua vida.

Em isolamento, muitas pessoas tiveram de lidar com o tema das relações familiares, talvez pela primeira vez na sua vida.

Em isolamento, muitas pessoas tiveram de lidar consigo próprias, talvez pela primeira vez na sua vida.

Durante este tempo, fomos convidados a viver em profunda conexão – connosco e/ ou com o nosso núcleo familiar.

Terminada a quarentena, continuamos a ter de aprender novas formas de conexão. Novas formas de nos fazermos presentes para nós, ou na vida de alguém. Novas formas de escutar, ainda que a presença física não seja possível.

Testemunhamos e sentimos a mudança no abandono de velhas estruturas que já não nos servem, nem a nós nem o colectivo; no despertar de cada vez mais pessoas que começam a estar mais sintonizadas com o que realmente é o seu bem-estar. Tempos em que o coração fala mais alto! Mais alto do que uma vida “no automático”, mais alto do que relações profissionais que inundam a nossa vida pessoal, mais alto do que uma vida sem propósito.

É tempo de erguer novas estruturas de bem-estar, de segurança e de confiança. Tempo de reconhecer e curar padrões e programações que, institucionalizadas desde sempre, continuam a governar a nossa vida.

Não existe maior medicina do que a de viver enraizado/a no espaço do coração, em entrega absoluta, de coração limpo, leve e presente. É em verdadeira ressonância com o vibrar do teu coração que abres espaço à transformação e a que as conexões reais aconteçam.

orinam